Pular para o conteúdo
CodexMythologia
Voltar ao Códice
Retrato de Centeotl, divindade asteca
Astecas
Toque ou arraste
Astecas

Centeotl

O Deus da Espiga de Milho

Domínio
Milho e Sustento
Alinhamento
Neutro Puro
Elemento
Terra
Relíquias do Poder
Espiga Sagrada de Milho
Falar com Centeotl

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Astecas (mexicas)
Região
México central
Período
séc. XIV – XVI

Os deuses astecas eram cultuados pelo povo mexica a partir de sua capital, Tenochtitlán, no centro do México. Acreditavam que o sol só se movia se alimentado com sangue, o que levou aos célebres sacrifícios no alto de templos-pirâmide. Seu mundo foi interrompido pela conquista espanhola no século XVI.

O calendário ritual de 18 meses trazia festas como o Toxcatl, em que um jovem vivia um ano como encarnação de Tezcatlipoca. A cada 52 anos, a Cerimônia do Fogo Novo apagava todas as chamas do império, reacesas de uma única fogueira para impedir o fim do mundo.

Em poucas palavras

Centeotl (na ortografia náuatle clássica normalizada Centeōtl ou Cintēōtl, derivado de cintli, 'espiga de milho seca', e teōtl, 'divindade') é a suprema entidade sagrada mesoamericana do milho cultivado e a personificação divina do sustento vegetal humano (tonacáyotl). Gerado nas paragens celestes de Tamoanchan pela união entre o jovem senhor solar Piltzintecuhtli e a formosa deusa floral Xochiquetzal, Centeotl é o protagonista de um dos mitos etiológicos mais cruciais da agricultura americana, preservado no capítulo VI da Histoyre du Mechique: comovido com a penúria dos primeiros mortais, o jovem deus sepultou seu próprio corpo no seio escuro da terra para que de suas unhas, cabelos, dedos e órgãos brotassem as plantas cultivadas essenciais à subsistência humana, a começar pelo milho, pelo algodão, pela chia e pelos feijões. No calendário litúrgico de Tenochtitlan, Centeotl formava um complexo teológico dinâmico com divindades afins, complementando a maturidade feminina de Chicomecoatl e a tenra juventude de Xilonen. Ele recebia veneração fervorosa nas festividades sazonais de Huey Tozoztli e Ochpaniztli, celebrando a bênção das sementes e a apoteose da colheita dos campos. Nos códices pictóricos do Altiplano, sua imagem é inconfundível pela marcante linha preta vertical pintada ao longo de sua face atravessando o olho, e pelo adorno cerimonial de espigas douradas de milho que brotam verticalmente de seu toucado.

7 min de leitura · Revisado em 30 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Espiga de milho (cintli), linha preta vertical no rosto, pele amarela, colar de jade

Família

Pais
Piltzintecuhtli (o senhor jovem solar) e Xochiquetzal (a senhora das flores e do amor fecundante)
Centeotl
Genealogia segundo Histoyre du Mechique (cap. VI); Códice Telleriano-Remensis (fólios 11r, 22r); Códice Florentino (Livro 1, cap. 6; Livro 2, caps. 27 e 30); Códice Borgia (lâminas 14, 20, 52, 57)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Fray Bernardino de Sahagún (Equipe Tradutora Trilingue Nahua-Espanhol), Historia General das Cousas da Nova Espanha (Manuscritos de Tepeapulco e Tlatelolco). tradução: Edição crítica paleográfica por A. J. O. Anderson e C. E. Dibble (Florentine Codex, University of Utah Press, Salt Lake City, 1970-1981). ler
  • André Thevet (Cosmógrafo Real da França) / Frei Andrés de Olmos, Histoyre du Mechique (Capítulo VI: O mito da germinação das sementes). tradução: Transcrição e introdução francesa por Édouard de Jonghe (Journal de la Société des Américanistes, tomo II, Paris, 1905). ler
  • Artistas Tlacuilos Tradicionais da Tradição Mixteca-Puebla, Códice Borgiano (Lâminas 14, 20, 52 e 57: A liturgia visual do milho). tradução: Comentários iconográficos e fac-símile por Eduard Seler (FCE, México, 1980). ler
  • Pintores Indígenas do Colégio de Santa Cruz, Códice Telleriano-Remensis (Fólios 11r e 22r: O paraíso de Tamoanchan). tradução: Monografia crítica e fac-símile por E. Quiñones Keber (Univ. of Texas Press, Austin, 1995). ler

Estudos

  • Johanna Broda (Instituto de Investigaciones Históricas, UNAM), The Great Temple of Tenochtitlan: Center and Periphery in the Aztec World (Capítulos sobre cultos agrários). University of California Press, Berkeley, 1987. abrir
  • Karl Taube (University of California, Riverside), The Classic Maya Maize God: A Reappraisal (Estudo da iconografia e evolução do deus do milho). Pre-Columbian Art Research Institute, San Francisco, 1985. abrir
  • Doris Heyden (Diretoria de Etnologia e Antropologia Social, INAH), Mitología y simbolismo de la flora en el México prehispánico (Análise botânica dos mitos de Centeotl). Universidad Nacional Autónoma de México, México, 1983. abrir
  • Alfredo López Austin (Eminente Historiador das Religiões Mesoamericanas), Cuerpo humano e ideología: Las concepciones de los antigos nahuas (Capítulo sobre a fisiologia vegetal e o tonacáyotl). Instituto de Investigaciones Históricas da UNAM, México, 1980. abrir

Nome e epítetos

O teônimo náuatle Centeōtl (frequentemente grafado Cintēōtl) provém da aglutinação do substantivo cintli (que designa especificamente a espiga de milho colhida e madura, preservada em folha) com a raiz teōtl (força cósm…

Nas fontes antigas

Histoyre du Mechique (Versão Francesa do Cosmógrafo André Thevet), C. 1543–1558 d.C.. Documenta a filiação de Centeotl com Piltzintecuhtli e Xochiquetzal e o sepultamento de seu corpo do qual brotaram o milho, a chia e…

Os mitos

O Sepultamento Voluntário de Centeotl e o Nascimento das Plantas Alimentícias. Conforme preservado no capítulo VI da Histoyre du Mechique, nos tempos remotos que se seguiram ao surgimento da terra, os recém-criados sere…

Culto e arqueologia

O culto a Centeotl constituía uma das colunas vertebrais da vida comunitária, doméstica e estatal no vale do México e regiões vizinhas como Puebla e Tlaxcala.

Como era representado

A figuração de Centeotl na arte pré-hispânica dos códices e esculturas líticas é caracterizada por atributos diagnósticos que representam o milho maduro.

O que os estudiosos discutem

A Fluidez de Gênero na Teologia do Milho Mesoamericano. Antropólogos e historiadores das religiões, entre os quais Johanna Broda e Karl Taube, analisaram intensamente a alternância e complementaridade de gênero nas divi…

Depois da Antiguidade

Na identidade e cultura popular do México contemporâneo, a figura de Centeotl permanece como um dos maiores símbolos históricos de soberania alimentar e dignidade camponesa; na célebre festa da Guelaguetza celebrada anu…

Você sabia?

A cada oito anos, os antigos mexicas realizavam a festa sagrada de Atamalcualiztli ('a ingestão de tamales de água'), na qual toda a população comia exclusivamente pãezinhos de milho cozidos no vapor sem adição de sal,…

Relíquia do Códice

Espiga Sagrada de Milho. Uma espiga de milho maduro que brota do toucado do deus, emblema do sustento humano.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

Ver o Codex PROBaixar na Google Play

Do mesmo panteão

Ver panteão