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Retrato de Doumu, divindade chinesa
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Doumu

A Mãe da Constelação da Ursa

Domínio
Estrelas, Destino e Compaixão
Alinhamento
Leal e Bom
Elemento
Luz
Relíquias do Poder
Cucharro Celeste das Estrelas
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O Códice completo

4 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Chineses
Região
China
Período
c. 1600 a.C. – presente

As divindades chinesas reúnem tradições do taoismo, do budismo e da religião popular, cultuadas há milênios em toda a China. Presididas pelo Imperador de Jade, formam uma vasta burocracia celeste que espelha o império terreno. São honradas em templos, no Ano Novo Chinês e nos altares dos lares e ancestrais.

O Ano Novo Chinês saúda os deuses com fogos, leões dançantes e oferendas ao Deus da Cozinha, que sobe ao céu para relatar a conduta da família. O Festival do Barco-Dragão honra o poeta Qu Yuan, e no Qingming as famílias varrem os túmulos e cultuam os ancestrais.

Em poucas palavras

Doumu é a augusta e venerada Mãe Primordial da Ursa Maior (Beidou), soberana cósmica das constelações estelares e a deusa suprema do destino, da longevidade e da proteção contra catástrofes astrais no taoísmo tradicional na China. Manifestando-se com quatro faces majestosas voltadas simultaneamente para os quatro quadrantes do firmamento cósmico e oito braços radiantes que sustentam os discos incandescentes do Sol e da Lua ao lado de armas mágicas de pura luz purificadora, ela gerou os lendários Nove Imperadores Estelares (Jiuhuangye) a partir da floração luminosa de uma flor de lótus cósmica que brotou em um lago sagrado celestial. Entronizada em sua carruagem estelar reluzente puxada a galope por sete ferozes javalis dourados, Doumu governa o tribunal dos destinos humanos e comanda as sessenta divindades guardiãs do ciclo sexagesimal (os deuses anuais Taisui), intercedendo com compaixão infinita para apaziguar conflitos astrológicos, curar enfermidades súbitas e conceder décadas suplementares de vida terrena aos mortais retos e piedosos. Sua virtude ilumina os céus e traz paz perpétua a todos os lares humanos. Sua presença augusta e benevolente guia as almas através das sombras cósmicas com amor imutável e proteção eterna para todas as gerações da terra. Sua glória cósmica resplandece como um farol eterno de sabedoria e proteção divina para toda a humanidade.

14 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A constelação da Ursa, os muitos braços, o sol e a lua e o cucharro celeste

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Anônimo, Doumu Xinjing. tradução: Livia Kohn, 1993.
  • Anônimo, Taishang Beidou Benming Yansheng Miaojing. tradução: Poul Andersen, 1989.
  • Gan Bao, Soushen Ji. tradução: Kenneth DeWoskin, 1996.
  • Hong Zicheng, Xianfo Qizong. tradução: Richard Wang, 2012.

Estudos

  • Christine Mollier, Buddhism and Taoism Face to Face: Scripture, Ritual, and Iconographic Exchange in Medieval China. University of Hawaii Press, 2008.
  • Livia Kohn, The Taoist Experience: An Anthology. State University of New York Press, 1993.
  • Kristofer Schipper, The Taoist Body. University of California Press, 1993.
  • E. T. C. Werner, Myths and Legends of China. George G. Harrap & Co., 1922.

Nome e epítetos

O teônimo honorífico sagrado Doumu (斗姆 ou 斗母) compõe-se do ideograma arcaico dou (斗, que designa a concha ou concha de medir cereais utilizada na China ancestral e que nomeia astrologicamente o asterismo da Ursa Maior,…

Nas fontes antigas

Doumu Xinjing., Século XIII dC.. Escritura canônica preservada no Daozang registrando a meditação primordial e a emanação dos nove filhos estelares. Taishang Beidou Benming Yansheng Miaojing., Século VIII dC..

Os mitos

A Meditação Cósmica no Lago Violeta e o Desabrochar dos Nove Deuses Estelares.. No texto sagrado canônico Doumu Dasheng Yuanjun Benxing Yansheng Xinjing, preservado na seção Dongzhen do Daozang, relata-se que em eras pr…

Culto e arqueologia

O culto litúrgico e a devoção popular a Doumu constituem um dos pilares mais solenes e complexos de todo o taoísmo institucional das escolas Zhengyi e Quanzhen, com pavilhões monumentais consagrados exclusivamente à sua…

Como era representado

A representação plástica e iconográfica de Doumu na escultura monumental em madeira laqueada em ouro, nos bronzes votivos da dinastia Ming e Qing e nos afrescos dos templos taoístas é uma das mais majestosas, visualment…

O que os estudiosos discutem

A Assimilação Sincretista da Deusa Indiana Marici no Taoísmo.. Historiadores das religiões comparadas, sinólogos e tibetólogos consagrados como Christine Mollier, Livia Kohn e Michel Strickmann examinam o processo histó…

Depois da Antiguidade

Na modernidade contemporânea e no cenário religioso global das comunidades chinesas, Doumu permanece como uma das divindades celestes mais ativas, veneradas e sociologicamente influentes de todo o leste e sudeste asiáti…

Você sabia?

Os sete javalis dourados que puxam a carruagem celeste de Doumu representam as sete estrelas visíveis da constelação da Ursa Maior.

Relíquia do Códice

Cucharro Celeste das Estrelas. O medidor celeste com que registra a vida e a morte de todos os seres no grande livro dos astros.

O resto deste pergaminho está selado

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