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Retrato de Logun Edé, divindade iorubá
Iorubás
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Iorubás

Logun Edé

O Príncipe das Duas Águas

Domínio
Caça, Rios e Beleza
Alinhamento
Caótico e Bom
Elemento
Água
Relíquias do Poder
Arco e Abebé
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povo iorubá
Região
Oeste da África e diáspora
Período
c. 1000 d.C. – presente

Os orixás são cultuados pelo povo iorubá da atual Nigéria e do Benim, tendo Ilê-Ifé como centro espiritual. Com o tráfico de escravizados, sua fé cruzou o Atlântico e floresceu nas Américas como o candomblé, a santería e o vodu. É hoje uma das tradições religiosas africanas mais vivas e difundidas do mundo.

O festival de Oxum em Osogbo, na Nigéria, leva milhares ao bosque sagrado do rio Osun, patrimônio da UNESCO. O oráculo de Ifá guia decisões por meio dos odus, e no Brasil os terreiros de candomblé honram cada orixá com tambores, danças, cores e comidas próprias.

Em poucas palavras

Logun Edé (na grafia erudita iorubá Lógun Ẹ̀dẹ, 'O Capitão Guerreiro de Edé') é o aristocrático e valoroso orixá da caça nas florestas e da pesca nas águas doces dos rios na religião tradicional iorubá e nas comunidades de Candomblé afro-brasileiras (especialmente nas nações Ketu e Ijexá). Nascido do encontro amoroso entre a rainha das águas doces e do ouro Oxum (Òṣun) e o grande caçador real Oxóssi (Òṣóoòsì) — identificado em diversas tradições do sudoeste nigeriano com o patrono fluvial Erinlè —, Logun Edé reúne em sua essência as habilidades predatórias do rastreador das matas e o refinamento estético das deusas das cachoeiras. Príncipe padroeiro da cidade histórica de Edé e cultuado com devoção na região de Ilexá, ele empunha o arco e a flecha de ferro forjado (ofá) herdados do pai em uma das mãos, e o leque com espelho de latão polido (abebê) presenteado pela mãe na outra. Reverenciado como guardião dos jovens, da fartura de alimentos e do equilíbrio ecológico entre o ecossistema florestal e o fluvial, ele é saudado no Candomblé com o vibrante brado litúrgico 'Loci Loci Logun!'.

6 min de leitura · Revisado em 29 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O arco, o abebé, o espelho e as cores azul e amarela

Família

Logun Edé
Genealogia segundo Pierre Verger (1957, 1981); Juana Elbein dos Santos (1976); Vivaldo da Costa Lima (2010); William Bascom (1969); Samuel Johnson (1921); Babatunde Lawal (1996); Corpus de Ifá (Odu Òdí Méjì, Òbàrà Méjì)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Pierre Fatumbi Verger, Notes sur le culte des orisha et vodun. tradução: Dakar: Mémoires de l'IFAN, 1957 (monografia sobre Lógun Ẹ̀dẹ em Ilexá e Edé).
  • Samuel Johnson, The History of the Yorubas: From the Earliest Times to the Beginning of the British Protectorate. tradução: Lagos: CMS Bookshops / Routledge, 1921.
  • Pierre Fatumbi Verger, Orixás: Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo. tradução: Salvador: Editora Corrupio, 1981 (capítulo sobre Lógun Ẹ̀dẹ).

Estudos

  • Deoscoredes Maximiliano dos Santos (Mestre Didi), História de Um Terreiro Nagô: Tradição e Ancestralidade do Ilê Axé Opô Afonjá. Editora Max Limonad, São Paulo, 1988.
  • Vivaldo da Costa Lima, O Candomblé da Bahia: Ritos, Mitos e Concepções do Panteão Nagô. Editora Corrupio, Salvador, 2010.
  • Babatunde Lawal, The Gẹ̀lẹ̀dẹ́ Spectacle: Art, Gender, and Social Harmony in an African Culture. University of Washington Press, Seattle, 1996.

Nome e epítetos

O teônimo Lógun Ẹ̀dẹ compõe-se pela contração do substantivo iorubá Ológun (que denota 'chefe militar', 'capitão valoroso' ou 'senhor dos guerreiros') associado ao topônimo Ẹ̀dẹ, cidade histórica de grande importância d…

Nas fontes antigas

Corpus Canônico de Ifá (Odu Òdí Méjì e Òbàrà Méjì), Tradição oral dos Babalaôs de Oyó e Ilesha.. Documenta a investidura de Lógun Ẹ̀dẹ como príncipe arqueiro e senhor das pescarias fluviais.

Os mitos

A Dupla Transmissão dos Saberes: O Arco de Ferro e o Espelho de Latão. Conforme documentado nas narrativas sagradas preservadas pelos anciãos de Ilexá e analisadas por Pierre Verger, após o nascimento do príncipe Logun…

Culto e arqueologia

O culto tradicional a Logun Edé mantém santuários ativos nas cidades de Edé, Ilexá e no vale do rio Oxum, na Nigéria, desfrutando de enorme prestígio nos terreiros de Candomblé Ketu e Ijexá no Brasil, com templos histór…

Como era representado

A visualidade sagrada de Logun Edé combina com perfeição as armas bélicas da floresta e os adornos suntuosos dos rios do ouro.

O que os estudiosos discutem

A Compreensão Teológica da Masculinidade e o Mito da Androginia. Etnógrafos como Pierre Verger e Roger Bastide discutem a leitura popular de que Logun Edé mudaria de sexo a cada semestre.

Depois da Antiguidade

Logun Edé é amplamente celebrado na lírica e na música popular brasileira, inspirando canções célebres de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia, além de se consolidar como emblema contemporâneo de beleza juvenil…

Você sabia?

Na culinária litúrgica do Candomblé, Logun Edé é a única divindade cujo prato votivo une obrigatoriamente as oferendas fundamentais de duas outras grandes divindades: a tigela de barro reúne o axoxô de Oxóssi em uma met…

Relíquia do Códice

Arco e Abebé. O arco do caçador e o leque das águas doces, herança de seus dois pais orixás.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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