Pular para o conteúdo
CodexMythologia
Voltar ao Códice
Retrato de Konohanasakuya-hime, divindade japonesa
Japoneses
Toque ou arraste
Japoneses

Konohanasakuya-hime

A Deusa das Flores e do Monte Fuji

Domínio
Flores, Vulcões e Vida Efêmera
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Terra
Relíquias do Poder
Flor de Cerejeira
Falar com Konohanasakuya-hime

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Japoneses
Região
Arquipélago do Japão
Período
c. 500 a.C. – presente

Os kami do xintoísmo são cultuados no Japão desde tempos imemoriais, em milhares de santuários espalhados pelo arquipélago. A família imperial reivindica descendência direta da deusa do sol Amaterasu, e o culto convive com o budismo trazido do continente. Festivais (matsuri) e ritos de purificação mantêm vivas essas crenças até hoje.

Os matsuri enchem as ruas com procissões de santuários portáteis (mikoshi), tambores e danças. O grande santuário de Ise, dedicado a Amaterasu, é reconstruído a cada vinte anos, e no hatsumode milhões visitam os santuários no ano novo para pedir bênçãos.

Em poucas palavras

Konohanasakuya-hime (木花之佐久夜毘売 / 木花開耶姫, cujo nome completo arcaico no Kojiki é Kamu-atatsu-hime) é a deusa xintoísta personificadora da beleza efêmera das flores de cerejeira, da fertilidade primaveril e dos vulcões no Japão, reverenciada como a divindade tutelar suprema do Monte Fuji sob o título sagrado de Asama no Okami (浅間大神). Filha do grande deus das montanhas Oyamatsumi e consorte do neto celestial Ninigi-no-Mikoto, sua trajetória mitológica é fundacional para a história sagrada japonesa registrada no 'Kojiki' (712 d.C.) e no 'Nihon Shoki' (720 d.C.). Ao ser rejeitada sua irmã primogênita Iwanaga-hime — deusa das rochas imutáveis — por sua aparência física áspera, a linhagem imperial celestial perdeu a vida eterna, tornando-se mortal e passageira como a floração das árvores. Acusada veladamente de infidelidade conjugal após conceber na primeira noite de núpcias, Konohanasakuya recolheu-se a uma cabana de parto sem portas e ateou fogo à estrutura, jurando que se os filhos pertencessem a deuses terrenos morreriam, mas se fossem legítimos da estirpe de Ninigi escapariam ilesos; em meio ao fogo avassalador, deu à luz incólume os príncipes Hoderi, Hosuseri e Hoori. Historiadores da corte e anais como o 'Nihon Sandai Jitsuroku' revelam que o estado imperial de Heian promoveu seu culto no Santuário Fujisan Hongu Sengen Taisha a partir do século IX para aplacar as catastróficas erupções do Fuji, transformando a graciosa dama das flores na deusa capaz de serenar o magma e resguardar o parto seguro.

11 min de leitura · Revisado em 30 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A flor de cerejeira, o monte Fuji, o fogo do parto e a vida breve

Família

Pais
Oyamatsumi (deus xintoísta soberano das montanhas)
Irmãos
Iwanaga-hime (irmã mais velha, deusa da rocha perene e da longevidade imutável)
Konohanasakuya-hime
Filhos
Hoderi (Umisachihiko, o príncipe caçador do mar e mestre das marés)Hosuseri (o príncipe nascido no ardor das labaredas intermediárias)Hoori (Yamasachihiko / Hikohohodemi, ancestral dinástico do imperador Jinmu)
Genealogia segundo Kojiki 1.37-39; Nihon Shoki 2.20-22 (Jindai Ge); Engishiki 9-10 (Jinmyocho)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • O no Yasumaro (太安万侶), Kojiki (古事記 / Records of Ancient Matters), Livro 1 (seções 37 a 39). tradução: Donald L. Philippi, Kojiki: Translated with an Introduction and Notes, Princeton University Press / University of Tokyo Press, 1968. ler
  • Príncipe Toneri (舎人親王) et al., Nihon Shoki (日本書紀 / Chronicles of Japan), Livro 2 (Jindai Ge, seções 20 a 22). tradução: W. G. Aston, Nihongi: Chronicles of Japan from the Earliest Times to A.D. 697, Tuttle Publishing, 1972 (orig. 1896). ler
  • Fujiwara no Tokihira (藤原時平) et al., Nihon Sandai Jitsuroku (日本三代実録), Rolo 9 (Erupção de Jogan, 864–865 d.C.). tradução: Edição Kokushi Taikei, Yoshikawa Kobunkan, Tóquio (Ministry of Land, Infrastructure, Transport and Tourism records). ler
  • Fujiwara no Tadahira (藤原忠平) et al., Engishiki (延喜式), Rolos 9 e 10 (Jinmyōchō / Registro de Deidades e Santuários). tradução: Felicia G. Bock, Engi-shiki: Procedures of the Engi Era (Books VI-X), Sophia University, Tóquio, 1972. ler

Estudos

  • H. Byron Earhart, . University of South Carolina Press, 2015. abrir
  • Carmen Blacker, . George Allen & Unwin / Routledge, 1975. abrir
  • Allan G. Grapard, . History of Religions, University of Chicago Press, 1982. abrir
  • Delmer M. Brown, . Cambridge University Press, 1993. abrir
  • Nelly Naumann, . Asiatische Studien / Harrassowitz Verlag, 2000. abrir

Nome e epítetos

O teônimo arcaico Kono-hana-no-sakuya-bime (木花之佐久夜毘売) é uma construção poética clássica: 'kono-hana' (木花) refere-se especificamente à flor das árvores caducifólias (na poesia japonesa antiga, sinônimo da cerejeira nativ…

Nas fontes antigas

Kojiki (古事記), 712 d.C.. Registro imperial compilado por O no Yasumaro, narrando a união de Ninigi e Konohanasakuya, o banimento de Iwanaga-hime e a provação da cabana em chamas. Nihon Shoki (日本書紀), 720 d.C..

Os mitos

O Encontro no Cabo Kasasa e a Rejeição de Iwanaga-hime. O 'Kojiki' relata que após descer dos céus ao pico Takachiho em Hyuga, o neto celestial Ninigi-no-Mikoto passeava pelas praias do Cabo Kasasa quando avistou uma jo…

Culto e arqueologia

O culto a Konohanasakuya-hime sob a forma de Asama no Okami é um dos pilares da geografia sagrada do arquipélago japonês, contando com uma rede de mais de 1.300 santuários Sengen (Asama Jinja) distribuídos pelo país.

Como era representado

Na estatuária sacra xintoísta e nas gravuras clássicas do período Edo, Konohanasakuya-hime é retratada como a encarnação suprema da aristocrata cortesã idealizada da era Heian.

O que os estudiosos discutem

A Tese Mitológica da Escolha Primordial entre Pedra e Flor. Especialistas em filologia e mitologia comparada como Donald L.

Depois da Antiguidade

Konohanasakuya-hime ocupa um lugar singular no imaginário coletivo e na identidade nacional japonesa como símbolo vivo da beleza pura e da efemeridade da existência, conceitos sintetizados na sensibilidade estética clás…

Você sabia?

Todo o cume do Monte Fuji a partir da oitava estação de escalada (altitude aproximada de 3.360 metros) é reconhecido pela Suprema Corte do Japão como propriedade privada de solo sagrado pertencente ao Santuário Fujisan…

Relíquia do Códice

Flor de Cerejeira. A flor da cerejeira, símbolo da beleza efêmera da vida e do florescer breve de todas as coisas.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

Ver o Codex PROBaixar na Google Play

Do mesmo panteão

Ver panteão